.

SÊ A MUDANÇA QUE QUERES VER NO MUNDO!
.
.

FELIZ NATAL

Publicada por Observador@

O blogue Raça Ambígua deseja a todos os seus seguidores um FELIZ NATAL!
.

Gestos e Acções

Publicada por Observador@


"
Angulimal, um bandido, foi um dia para matar Buda.

Buda disse-lhe:
- Antes de matar-me, ajuda-me a cumprir um último desejo. Corta, por favor, um ramo dessa árvore!
Com um golpe de espada, o bandido fez o que Buda lhe pedia. Mas este acrescentou:
- Agora torna a pô-lo na árvore, para continuar a florir!
- Deves estar doido - respondeu Angulimal - se pensas que isso é possível!
- Pelo contrário - disse Buda - o louco és tu, que te julgas poderoso porque podes ferir e destruir!
Verdadeiramente poderoso é quem sabe criar e curar!"

(Autor: Manuel Sánchez Monge; Fonte: Parábolas como setas)

A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo...

Publicada por Observador@


"Um homem de aparência respeitável, de mentalidade sólida e óptimo marido e pai, todos os dias quando se levantava ia para a casa de banho e, em vez de cantar como muitos fazem, punha-se a discursar longamente numa língua estranha.
A mulher e os filhos ouviam-no, mas nada diziam, primeiro, porque começaram a ver naquela manifestação linguística um sintoma de superioridade, segundo, porque levavam aquilo à conta de uma maluqueira do pai.
Um dia, uma cunhada de visita à casa, espantada com aquela série de sons invulgares, perguntou:
- Que é aquilo?
Todos encolheram os ombros. Há doze anos que ouviam, mas nunca tinham perguntado. O pai, depois, com ares doutos explicou:
- É grego.
A cunhada ficou espantada.
- E... a que propósito discursa em grego na casa de banho?!
O pai teve um sorriso de desculpa.
- Levei tantos anos a aprendê-lo na Universidade, que me fazia pena nunca mais utilizar esse conhecimento. Mas, sinceramente, o único local onde achei oportunidade de fazê-lo foi na casa de banho!"

(Autor: Thomas M. Mith; Fonte: A Estupidez Humana)

A Água que queria ser Fogo

Publicada por Observador@


""Já estou cansada de ser fria e de correr rio abaixo. Dizem que sou necessária... mas eu preferia ser formosa! E acender entusiasmos... e fazer arder o coração dos apaixonados... e ser vermelha e quente! Dizem que eu purifico o que toco, mas mais força purificadora tem o fogo! Quem me dera ser fogo e chama!"
Assim pensava em Setembro a água dum rio de montanha. E, como queria ser fogo, decidiu escrever uma carta a Deus, para pedir que mudasse a sua identidade.
"Querido Deus: Fizeste-me água, mas quero dizer-te com todo o respeito que me cansei de ser transparente. Prefiro a cor vermelha para mim! Desejaria ser fogo. Pode ser? Tu mesmo, Senhor, te identificaste com a sarça ardente e disseste que tinhas vindo trazer o fogo à terra. Não me recordo de nunca te teres comparado com a água. Por isso, creio que compreenderás o meu desejo. Não é um simples capricho! Necessito desta mudança para a minha realização pessoal..."
A água saía todas as manhãs até à margem, para ver se chegava a resposta de Deus. Uma tarde, passou uma lancha muito branca e deixou cair na água um envelope muito vermelho.
A água abriu-o e leu: "Querida filha: apresso-me a responder à tua carta. Parece que te cansaste de ser água. Lamento-o muito porque não és uma água qualquer! A tua avó foi a que me baptizou no Jordão, e eu tinha-te destinado para caíres sobre a cabeça de muitas crianças! Tu preparas o caminho do fogo! O meu Espírito não desce sobre ninguém que não tenha sido lavado por ti! A água sempre é primeiro do que o fogo..."
Enquanto a água estava embebida a ler a carta, Deus desceu a seu lado e contemplou-a em silêncio. A água olhou-se a si mesma e viu o rosto de Deus reflectido nela. E Deus continuava a sorrir esperando uma resposta.
A água compreendeu que o privilégio de reflectir o rosto de Deus só o tem a água límpida... Suspirou e disse: "Sim, Senhor, continuarei a ser água! Continuarei a ser o teu espelho! Obrigada!""

(Autora: M. Dolores Torres)

O Mestre da Paciência

Publicada por Observador@


"Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um homem conhecido pela sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a atirar algumas pedras na sua direcção, cuspiu-o e gritou todos os tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impávido e sereno. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem deu-se por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como conseguira suportar tanta indignidade.
O mestre perguntou:
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceitar, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitamos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de si. As pessoas não lhe podem tirar a calma... a não ser que você permita!!!"
.

Pacífico e Pacificador

Publicada por Observador@


"Havia um abade no deserto que tinha um discípulo e várias grutas ou ermidas.
Chegou um monge novo e o abade emprestou-lhe uma gruta. O novo monge era um santo e recebia muitas visitas.
O abade começou a ter inveja e enviou o discípulo para lhe dizer que abandonasse a sua gruta. Mas o discípulo foi e perguntou-lhe como se encontrava. Ele respondeu que lhe doía o estômago e que agradecia ao abade o seu interesse por ele.
Voltou o discípulo e disse ao abade que o monge lhe pedia que o deixasse ficar mais dois dias e depois sairia. Mas não saiu.
O abade tornou a enviar o discípulo com ordem para que saísse imediatamente. Se não, iria lá com um pau e expulsá-lo-ia à paulada.
Mas o discípulo foi e perguntou-lhe se se achava melhor. Este disse-lhe que agradecesse muito ao abade pela sua delicadeza e pelas orações que rezava por ele.
O discípulo voltou ao abade e disse-lhe que o monge ficava até domingo e depois sairia.
No domingo, o abade, furioso porque o monge não saía, pegou num pau e dirigiu-se para lá. O discípulo disse-lhe:
- Deixe-me ir à frente para despedir os visitantes, para estes não se escandalizarem. Chegou lá primeiro e disse ao monge:
- O meu abade vem visitar-vos. Ide ao seu encontro para lhe agradecer ter-vos deixado a gruta!
Saiu o monge e lançou-se aos pés do abade, beijando-lhos agradecido, porque tinha sido generoso e tinha rezado por ele.
Isto desarmou o abade, que o convidou a comer e lhe ofereceu a gruta que lhe tinha emprestado.
Quando o monge voltou para a que já era a sua gruta, perguntou o abade ao discípulo:
- Diz-me a verdade: davas-lhe os meus recados?
- Não me atrevia a responder-lhe, mas não lhos dava!
- Então agora eu serei o teu discípulo e tu serás o meu abade, já que tu estás mais próximo de Deus do que eu!!
O discípulo era um homem pacífico e pacificador, semeador de paz e de reconciliação."

(Autor: J. López Melus; Fonte: Gestos de amor)

Rosas e Espinhos

Publicada por Observador@


"Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, examinou-a. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos e pensou: Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?
Entristecido por este pensamento, recusou-se a regar a rosa, e antes que estivesse pronta para desabrochar, morreu.

Assim, acontece com muitas pessoas. Dentro de cada alma existe uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós, crescendo no meio dos espinhos das nossas faltas.
Muitos de nós, olham para si mesmos e vêem apenas os espinhos, os defeitos. Desesperamo-nos, achando que nada de bom pode vir do nosso interior. Recusamo-nos a regar o bem dentro de nós e, consequentemente, isso morre.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir, é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor - olhar uma pessoa e conhecer as suas verdadeiras faltas. Aceitar essa pessoa na sua vida, enquanto reconhece a beleza na sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar as suas aparentes imperfeições.
Se mostrarmos às pessoas a rosa, elas superarão os seus próprios espinhos. Só assim poderão desabrochar mais e mais vezes."

(Autor Desconhecido)

.

Inveja

Publicada por Observador@

"Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.
Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!"
.

Céu e Inferno desde aqui

Publicada por Observador@

"Certo dia, um sábio visitou o inferno. Ali viu muita gente sentada em torno de uma mesa ricamente servida. Estava cheia de alimentos, cada qual o mais apetitoso e delicado. Contudo, todos os comensais tinham cara de esfomeados e o rosto emagrecido. Tinham que comer com paus; mas não podiam, porque eram paus tão compridos como um remo. Por isso, por mais que estendessem o braço, nunca conseguiam levar nada à boca.
Impressionado, o sábio saiu do inferno e subiu para o céu. Com grande assombro, viu também que lá havia uma mesa cheia de comensais e com iguais manjares. Neste caso, porém, ninguém tinha cara desfigurada; todos mostravam um semblante alegre; respiravam saúde e bem-estar por todos os poros. É que ali, no céu, cada um se preocupava em alimentar, com os compridos paus, aquele que tinha em frente."

(Fonte: De uma lenda chinesa)

A Semente que não queria crescer

Publicada por Observador@


"Há bastante tempo passou um semeador por esta nossa terra e foi deixando cair as suas sementes. Com carinho, falava-lhes e dizia algo a cada uma delas:
- Cresce bem, faz-te uma boa árvore, para que poisem em ti as aves do céu!
- Dá bom trigo, para que o moleiro possa fazer farinha e ser depois um belo pão familiar!
- Dá-nos bom azeite, para adubar os nossos alimentos!
E aquele semeador saia todos os dias a ver crescer o campo, e via satisfeito como cada planta deitava os seus talos e folhas. Contudo, entre todas aquelas plantas, notava a falta de uma semente que ainda não tinha saído para a luz do dia. Todos os dias esperava vê-la aparecer com grande ansiedade.
Lá dentro da terra, ouvia-se o rumor da semente:
- Sei que são horas de crescer, de sair da terra e deitar raízes com firmeza! Mas se saio e não chove o bastante, morro de sede! E se fizer muito frio, ficarei gelada! Se, pelo contrário, fizer demasiado sol, ficarei queimada! Pode acontecer que alguém me pise e fique esmagada...
Eu gostaria de ver o azul do céu, ser uma árvore forte e dormir à luz das estrelas, mas, se sair e as coisas correrem mal, o que será de mim?
Aquela semente não se atrevia a crescer, até que um dia, por entre as suas dúvidas e medos, se recordou do que lhe tinha dito o semeador quando a colocou na terra:
"Cresce porque necessitamos de ti! Ao teu lado passará muita gente e hão-de sentar-se aqui para descansar. As aves hão-de fazer ninhos nos teus ramos e..."
Quando se lembrou de tudo isto, compreendeu que alguém a esperava e não podia permanecer mais tempo ali, debaixo do chão.
Pôs-se a crescer e quando saiu à luz do dia, encontrou o sorriso do semeador. Desejou então, com toda a coragem, crescer ainda mais. Vieram as neves e os ventos fortes do inverno, mas lutava com todas as suas forças, agarrando-se com perseverança e determinação às suas raízes a fim de sobressair por cima das dificuldades.
E sempre, todas as tardes, encontrava o olhar orgulhoso do semeador que se fixava nela e sorria.
Assim cresceu um ano e outro, vendo como as pessoas se aproximavam pelo caminho e ao chegar ao seu lado, paravam, olhavam o horizonte e seguiam o seu caminho.
E sempre, todas as tardes, o olhar sorridente do semeador alçava a vista do chão para o céu para ver os seus últimos ramos... esperando algo mais dela.
Cada vez era mais firme, robusta e direita… quando chegava o inverno, desprendia de si ramos para o semeador fazer lenha e se aquecer dia após dia. Quando ele a visitava, dava-lhe o melhor de si mesma e pelo seu tronco corriam lágrimas de resina... de alegria, de satisfação!"

(Autor: Manuel Sánchez Monge; Fonte: Parábolas como setas)

A aldeia que se desmoronava

Publicada por Observador@

"Era uma aldeia encantadora, dessas que estão perdidas nas montanhas. Nela permaneciam uns poucos habitantes que, em geral, se davam bem, talvez porque só se cumprimentavam quando se cruzavam uns com os outros.
Na porta de cada casa, estavam escritas as habilidades que cada vizinho tinha, e, a julgar pelo tamanho das listas, o povo daquela aldeia devia ter muito valor.
Os vizinhos daquela aldeia deviam ter muito valor, mas, na rua, o tempo, a chuva, o frio... iam deteriorando as fachadas das casas.
Um dia, caiu o posto dos telefones e, quando os vizinhos passavam, diziam: "Os outros que o arranjem, eu não sou o encarregado". Pouco depois, o gelo rompeu os canos do chafariz da praça e os vizinhos diziam: "Que pena! Não haverá ninguém que o arranje?"
A água inundou a praça e corria rua abaixo, inundando tudo.
Pouco a pouco, foram-se partindo também as telhas e as casas encheram-se de goteiras porque nas listas dos vizinhos não constava a habilidade de arranjar telhados.
Nas esquinas das ruas, cresciam silvas e nalgumas ruas não se podia passar porque as ervas tinham tapado a passagem e ninguém as arrancava, porque nenhum tinha essa habilidade.
As ruas, as casas, os quintais, as fontes, tudo estava meio arruinado. Até os cartazes das portas das casas, com as especialidades dos vizinhos, estavam destruídos.
Um dia, encontraram-se, por casualidade, todos os vizinhos na praça e começaram a comentar uns com os outros os estragos que cada um tinha: "A mim arruinou-se-me o telhado..." "Eu não tenho luz!" "Eu tenho umas silvas à entrada da porta e quase não consigo sair..."
Assim, uns e outros, foram narrando as desgraças daquela aldeia que tinha chegado à ruína por causa do abandono.
Passado muito tempo, alguém sugeriu que se associassem para arranjar as casas. A todos pareceu bem a ideia de se associarem e começaram por arrancar as silvas e a erva das ruas; depois, seguiram-se os quintais, e, depois, os telhados e as casas arruinadas. Na praça, voltou de novo a correr a água do chafariz e puseram nele uma inscrição: Água, corre sempre transparente, sem te manchares com o nosso abandono. E tornaram a erguer os cartazes de cada casa, mas puseram uma só qualidade, a mesma em todos: Ajudarás sempre os teus vizinhos a construir cada dia uma aldeia nova e unida!
E a aldeia tornou a brilhar entre as montanhas e todos os viajantes que chegavam até ali, encontravam a aldeia sempre nova."

(Autor: Manuel Sánchez Monge; Fonte: Parábolas como setas)

.
As imagens que ilustram os textos publicados neste blogue são seleccionadas, aleatoriamente, através do motor de busca Google. Agradecemos aos respectivos autores o enriquecimento visual que os seus trabalhos proporcionam e, se não divulgamos a sua origem é porque, na maioria dos casos, a mesma é, para nós, desconhecida. Para salvaguarda dos direitos de autor, estamos à inteira disposição dos eventuais lesados, para revelar a identidade do criador das fotos e/ou desenhos publicados. Observador@